Na autoavaliação

Torno público os meus comentários que fiz na auto-avaliação da PUCRS.

Em relação a infraestrutura:

“O Laboratório Geral de Informática é um atraso a vida dos alunos. O sistema é demasiadamente pesado, dificultando o acesso para realizar e imprimir trabalhos. Lamentável.”

Mais sobre o assunto:  ”O problema do laboratorio geral de informática ( e de algumas outras estações em todo campus) precisa ser levado a sério. Se os coordenadores fossem utilizar aqueles computadores o problema seria resolvido no outro dia, porque é MUITO lento. Sem condições!”

“O problema do estacionamento continua o mesmo. Muito caro, uma diária de 3,10 é muito pesado no bolso de estudantes que ainda não trabalham. Poderia se criar um plano para os alunos comprarem cargas de por exemplo 30 unidades por um preço mais acessível.”

Biblioteca:

“A biblioteca é um exemplo. Ótima, nenhuma reclamação. A única sugestão que fica é de se criar um sistema onde os alunos possam levar livros de casa para lerem no ambiente da biblioteca, seria ótimo. Pensem nisso.”

Veremos se a direção da PUCRS se importa com a avaliação no próximo semestre.

Cadeira de teatro

Após inúmeras conversas com amigos que também cursam Jornalismo na, tão falada, Famecos e resolvi divulgar essa ideia. Uma simples cadeira de teatro, para aprendermos a nos descontrair na frente de uma câmera ou de um microfone. Desenvoltura é o que precisamos, sabe improvisar, ter raciocínio rápido para coordenar o corpo e não parecermos estúpidos para o grande público. Uma simples ideia.

De tão boa, virou tão polêmica. Uma professora, muito renomada na faculdade escarrou em cima do projeto. E se não fosse suficiente, ainda fez o mesmo com os alunos que foram revelar o seu desejo de, surpreendam-se: ser um melhor jornalista.

Tirando a parte da crítica. Hoje na cadeira de Laboratório de Jornalismo, comentei com o professor Fábian Chelkanoff que até se mostrou um tanto interessado, também falou na dificuldade que é para acrescentar uma matéria nova no curso mas se fosse como eletiva talvez até tivesse sucesso.

Então, deixo aqui a minha torcida pelo desejo de ser um melhor jornalista.

Canal da BBC inválido para o Brasil

Provavelmente um erro de programação dos desenvolvedores do YouTube.com. Mas o canal oficial da maior rede de notícias do mundo, não está disponível para usuários brasileiros. Ao entrar no website e procurar por matérias da BBC a seguinte mensagem aparece:

Este canal não está disponível em seu país.

A BBC Brasil e a equipe responsável pela segurança do YouTube já foram informados sobre a situação.

Quando obtiver um retorno, informado o que realmente aconteceu e as medidas que foram tomadas, repasso o e-mail aqui no blog.

Mão estendida, que nada!

Há cerca de um mês, fiz uma matéria para uma cadeira na faculdade. Sobre o novo sinal de trânsito que estava começando a ser implementado na capital gaúcha, trazendo dados de acidentes e comparações com outras cidades. Aqui vai ela na íntegra.

Novo sinal busca mais segurança no trânsito

Órgãos públicos se mostram confiantes na nova medida que espera mais educação no trânsito da capital.

A prefeitura lançou uma campanha para conscientizar os porto-alegrenses do uso correto da faixa de segurança. O pedestre deve estender a mão aberta e sinalizar o motorista para que os carros parem. A campanha é baseada em outras cidades onde essa iniciativa teve sucesso e deve durar quatro meses.

Os acidentes no trânsito vêm diminuindo nos últimos anos. O único ponto que mostra um aumento é o de mortes em atropelamentos. Em 2008 foram 74 casos fatais, 32% mais que 2007. Até agosto de 2009 foram 52 mortes. A iniciativa da campanha é da EPTC que vinculará em diversos meios publicitários a nova orientação. Essa medida já é usada em outros municípios do estado, como Ijuí, onde uma prática comum no dia a dia da cidade está virando referência Nacional.

Na capital federal  – Brasília – esta já é uma prática que vem desde 1997 mas só parou 4 anos depois, e contou com grande participação dos cidadãos. Foi feita uma campanha intensa nas escolas e fez com que as próprias crianças e adolescentes fiscalizassem seus pais. Assim criaram essa geração de consciência em relação ao respeito na faixa de segurança. “Quando começou a campanha minha filha voltava da escola e me perguntava porque eu não obedecia a nova sinalização, depois de algum tempo tive que ceder” Leila, moradora da cidade há mais de 25 anos. Já Renan, gaúcho e vive em Brasília há 7 anos aprova a nova medida e brinca: “Acho estranho quando volto a Porto Alegre e não consigo atravessar no local de ‘segurança’”.

O prefeito José Fogaça durante o lançamento, disse que a cidade está capacitada para mudar seu comportamento. Os moradores apóiam o novo sinal mas não se entusiasmam. “Acho uma ótima ideia mas nesse trânsito complicado fica difícil.” Lamenta Claudia, 20 anos, pedestre e condutora. Por enquanto poucos motoristas aderiram a nova iniciativa, mas Luiz Afonso diretor da EPTC demonstra confiança – A campanha está no início, logo as pessoas irão perceber como essa simples questão de respeito pode melhorar a nossa segurança.

Bom, moral da história que passado esse tempo… pouca coisa mudou. Pedestres e condutores continuam agindo mais pelo ímpeto do que pela segurança. A cidade de Porto Alegre dificilmente conseguirá adotar essa conduta. Mesmo ela sendo para o bem estar de todos, ela é pouco prática. Existem muitas faixas de pedestres, e se há algumas paradas para a passagem, prejudica o fluxo do trânsito que se torna cada dia mais intenso. Não vejo muita saída, mas resta torcer para que os índices de acidentes e mortes baixe cada vez mais.

O poder da internet

Continuo não dando a atenção devida ao meu blog. Fato que não deve durar muito.

Hoje, recebi um email, notificando que um post meu recebeu um comentario. Para surpresa não era de um conhecido. Nos últimos dias, tive 600 visualizações no meu blog, sendo que 550 delas no post específico sobre o MST. Isso me deixou pasmo. Como que um desconhecido tem tantas visualizações? Pois é, se conseguimos falar bem sobre assuntos interessantes isso é mostrado ao mundo que pode ler as opiniões de qualquer um.

Por isso incentivo meus amigos a escreverem as suas divagações. Ainda mais como um futuro jornalista, escrever é mais do que necessário, beira o dever público. Tirando as extravagâncias, a mensagem que deixo é: leia e escreva enquanto pode.

Sobre os Deputados Gaúchos

Depois de muito tempo longe do blog, apenas por displicência  mesmo, volto em grande estilo.

Na aula de Laboratório de Jornalismo, produzi uma matéria junto com meu grupo que modéstia a parte está MUITO boa. Esclarecemos números que estão disponíveis a todos no portal da transparência, sobre os gastos dos nossos deputados.

O trabalho de pesquisa mais exaustivo foi feito pelo colega Gerson Duval Raugust, colocando os gastos em uma tabela do excel, e estou disponibilizando ela a todos que tiverem interesse em saber os pequenos gastos como mais de 2 mil reais por mês em xerox, quase 4 mil em contas de telefone e assim por diante…

Download da Tabela. (Pelo Megaupload)

Depois que a matéria for publicada no jornal impresso produzido pela cadeira, eu posto ela na íntegra aqui no blog.

Mais função…

Ou como eu mesmo diria, lá vem mais bronca burocrática. Uma comissão do Ministério da Educação apresentou ao Conselho Nacional de Educação uma proposta que aumentaria o tempo de estudo dos cursos de jornalismo. De 2,8 mil horas para 3,2 mil horas. Isso mesmo. Primeiro eles fazem um estardalhaço para desregulamentar a profissão, dizendo até que “qualquer um pode ser jornalista” – frase de Gilmar Mendes, relator da votação controversa - e depois querem qualificar o curso alegando que essa medida revitalizaria o diploma.

A mudança acrescentaria a obrigatoriedade de um estágio supervisionado, e também tiraria o jornalismo da grande área de “comunicação social”. Outra medida extremamente desnecessaria. Vai tirar o jornalismo da comunicação social e colocar onde? Na aréa médica?  “Os jornalistas que se formarem com essas novas diretrizes serão mais eficazes em relação às necessidades da sociedade e das empresas”, disse o presidente da comissão José Marques de Melo.

Que época para os futuros jornalistas, tanta função…

Web (oficialmente) livre…

E nem teria como ser o contrário. Os líderes da Câmara, nesta quarta-feira (16), chegaram a um acordo para aprovar o projetoa que mantém a internet livre no período das eleições, grande novidade. Num país que se promete tudo e não se cumpre nada, a criação de uma lei que limita a propaganda política na grande rede é uma piada, e além de uma piada engraçadissima, seria um retrocesso democrático.

Conhecida pelo seu dinamismo e por seu aspecto anárquico, dando a todos uma chance de ser ouvido, de se comunicar com quem tem as mesmas opiniões e fazer a sua própria informação, sem ser atrolhado por toneladas de lixo que a mídia tradicional empilha nos espectadores. Como vimos nas eleições norte-americanas a internet pode fazer a grande diferença já que doadores individuais foram responsáveis por 91% dos recursos na campanha do vencedor Barack Obama, que pela primeira vez utilizou meios virtuais para arrecadação e divulgação.

Então a proxima eleição tupiniquim para presidente promete mais do que numeros e resultados surpreendentes. Mas será que algum partido/candidato conseguirá tirar grandes proveitos da internet? Veremos.

Estou na frente do G1

Depois de escrever ontem aqui no blog sobre o twitter, criticando e analisando alguns comportamentos do novo serviço de microblogs, o portal de notícias da globo – o G1 – publicou uma matéria com o escritor inglês Andrew Keen, criticando o uso frenético e sério do twitter.

Segue alguns comentarios do escritor que participou hoje da Bienal do Rio de Janeiro:

“Eu não acho que as pessoas deveriam usar o Twitter como fonte de notícias. Recentemente eu escrevi de brincadeira no Twitter que a Microsoft havia comprado o Twitter, e de repente todo mundo estava falando da suposta venda”.

“Quando acontece algo no mundo, as pessoas procuram fontes confiáveis de notícias, pode ser a CNN, a BBC ou o ‘New York Times’, ou talvez algum blog. As pessoas sempre pensam em substitutos, o que vai substituir o quê. O Twitter não vai substituir nada. É um site diferente, é bom, é divertido, provavelmente tem um futuro, mas certamente não é o futuro da imprensa”

Ele é um crítico da adoração a nova web 2.0, assim como eu, fala que o futuro da internet está nas mãos de empresas com credibilidade jornalística e não no compartilhamento amador de informação.

Keen é um dos críticos mais ferozes da chamada web 2.0 – ou seja, dos sites que se baseiam em conteúdos gerados pelos usuários. Sua tese principal é de que a “democratização” da internet estaria minando a qualidade da informação disponível na rede, substituindo produtos culturais (notícias, filmes, músicas) de alta qualidade por conteúdo “pobre” criado pelos usuários comuns.

Trecho retirado da reportagem. [leia aqui na íntegra]

Minha opinião não deve ser tão absurda assim.

A preguiça do twitter

 Em tempos da nova internet, cabe uma pequena análise sobre a ferramenta inovadora de microblogs – o twitter. Antes de tudo, gostaria de dizer que eu sou um usuário assiduo do serviço e até admirador. Pois bem, a psicóloga inglesa Tracy Allow, no Festival Britânico de Ciência, falou que o twitter desistimula a memória devido ao grande fluxo de informação.

 “No Twitter, por outro lado, você recebe um fluxo infinito de informações, mas tudo é muito sucinto. Dessa forma, o usuário não processa o conteúdo” palavras da especialista. Concordo plenamente, as notícias muitas vezes estão escancaradas nos assuntos que nos interessam – a partir da seleção dos seus respectivos seguidos – mas é como se nos contentassemos com a manchete de uma notícia. Se isso fosse suficiente para nos mantermos informados, uma capa de jornal bastaria.

 Um exemplo dessa preguiça que se espalha em divulgar a notícia de uma maneira mais curta possivel é o canal de jornalismo da BAND. Olhe um típico ‘tweet’ :

 A polícia desmonta uma quadrilha especializada em vender “cascas” de computadores.

A polícia de que local? Desde quando essa quadrilha atuava? O que seriam estas “cascas” de computadores? Etc. Inúmeras perguntas surgem quando se lê uma manchete, então lemos a reportagem inteira para ter o conhecimento devido do assunto. Se em outro canal, como o da revista Veja – que oferece o link da matéria completa – o leitor cada vez mais preguiçoso se intimida com o número de linhas e se contenta com a informação pela metáde.

 Seu imediatismo de “informação” é atraente, mas só satisfaz quem procura número de notícias. Quem procura ficar informado deve continuar lendo reportagens em canais convencionais, que não sumirão por causa de manchetes instantâneas; e sim vão coexistir no meio dessa nova web 2.0.

Próxima Página »